Greve dos funcionários do Hospital do Juruá entra na 3ª semana e servidores alegam que estão sendo coagidos;

A greve dos funcionários do Hospital Juruá em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, já entra na terceira semana. Iniciado no dia 22 de maio, o protesto não fez com que direção e servidores entrassem em acordo. Apenas 30% dos funcionários são mantidos nos plantões.
Greve dos funcionários do Hospital do Juruá entra na 3ª semana e servidores alegam que estão sendo coagidos
Greve de servidores no Hospital do Juruá completa mais de uma semana e Aleac deve fazer audiência pública (Foto: Adelcimar Carvalho/G1)
Os funcionários reivindicam melhores condições de trabalho, recontratação de 25 servidores que foram demitidos e retorno da antiga carga horária semanal, de 36 horas. Venilson Albuquerque, presidente do Núcleo do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, diz que a negociação com a direção não avança e que grevistas estão sendo coagidos e ameaçados para retornar ao trabalho.

“A greve continua. Já reunimos com a direção duas vezes e não chegamos a um acordo. O que fizeram foi ameaçar a todos que estão de greve. Nossa carga horária era de 36 h. Demitiram 25 servidores e aumentaram a carga para quase 50 h. Estamos em greve para que a carga volte a ser a de antes e o retorno dos colegas demitidos. A empresa que administra o hospital culpa o governo e o governo culpa a empresa”, reclama Albuquerque.

Marcos Melo, diretor técnico do hospital, disse que questão não está sob sua diretoria. “Não sou eu que mexo com essas questões, o que sei é que as coisas estão dificéis. Oriento que seja procurado o setor jurídico. O que o pessoal diz é que não tem condições de atender as revindicações dos funcionários”, limitou-se a informar.

O sindicalista diz ainda que a direção não presta contas dos recursos que recebe e que estão ameaçando demitir os funcionários que não suspenderem a greve.

“Nossa greve é por toda a sociedade. Não temos condições de trabalho, falta medicamentos básicos como diporina, plasil e gase para sutura. Tem vários aparelhos quebrados e os pacientes têm que comprar remédios”, reclama.
Com informações do G1 Acre

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