sábado, 3 de março de 2018

Macarrão deixa penitenciária em MG para cumprir pena em regime aberto

Por Portal do Juruá

Preso desde 2016 em Pará de Minas, condenado por crime ocorrido em 2010 obteve progressão da pena nesta quinta-feira (1º).

Macarrão após cumprimento de alvará de soltura: ele agora cumpre pena no regime aberto domiciliar (Foto: Augusto Medeiros/G1)
Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, de 32 anos, condenado pela morte da modelo Eliza Samudio, deixou o Complexo Penitenciário Doutor Pio Canedo, em Pará de Minas, por volta das 22h30 desta sexta-feira (2). Ele conseguiu da Justiça autorização para cumprir pena em regime aberto. A modelo desapareceu em 2010 e o corpo nunca foi encontrado.

A progressão da pena foi concedida nesta quinta-feira (1º) pelo juiz Antônio Fortes de Pádua Neto, que considerou que Luiz Henrique Ferreira Romão já possuía os requisitos necessários, como cumprimento de tempo e bom comportamento, para deixar o semiaberto.

A princípio, Macarrão sairia nesta quinta-feira, mas a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele na Justiça do Rio de Janeiro impediu o cumprimento do alvará de soltura. Nesta sexta-feira, o TJMG esclareceu que o mandado, referente ao caso pelo qual foi condenado em 2012, constava como pendente por um erro no sistema. Corrigida a falha, um novo alvará foi expedido às 18h.

A advogada de Macarrão, Fabiana Cecília Alves, disse que o cliente vai passar a noite na casa de parentes em Pará de Minas.

Pena em domicílio

Como Pará de Minas não tem um local que sirva de albergue para sentenciados dos regimes aberto e semiaberto, o juiz determinou que a pena seja cumprida domiciliarmente. Para manter o benefício, Macarrão terá que cumprir alguns benefícios, entre os quais permanecer em casa no período das 19h às 6h.

Devido ao regime semiaberto, Macarrão se divide entre estudo e trabalho enquanto cumpre a pena. Ele trabalha em uma igreja evangélica e faz um curso profissionalizante. Ao retornar ao presídio na noite desta quinta-feira, depois dos estudos, ele falou à equipe do MGTV sobre a expectativa de deixar a penitenciária.

"Com o alvará sendo concedido, eu quero dar sequência no meu trabalho, dar sequência nos meus cursos, terminar, formar e adquirir uma vida profissional com uma experiência no mercado. Quero continuar aqui em Pará de Minas", afirmou.

Ele também disse que não manteve a amizade com Bruno Fernandes durante a prisão.

"Desejo tudo de bom para o Bruno. Que Deus abençoe ele sempre, mas ele segue a vida dele lá e eu venho seguindo minha vida aqui", disse.
Por Daniela Ayres e Mariana Gonçalves - G1

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