quinta-feira, 10 de março de 2016

MP denuncia Lula pelo crime de lavagem de dinheiro no caso do tríplex

Por Portal do Juruá
Resultado de imagem para lulaO Ministério Público de São Paulo denunciou nesta quarta-feira (9) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crime de lavagem de dinheiro porque teria ocultado o patrimônio do tríplex 164-A, no Condomínio Solaris, em Guarujá (SP). Os promotores Cássio Conserino, Fernando Henrique Araújo e José Carlos Blat afirmam que o ex-presidente ocultou ser dono do imóvel, que está registrado em nome da empreiteira OAS, uma das investigadas pela Operação Lava Jato.
Outras 15 pessoas foram denunciadas, entre elas, a mulher do ex-presidente Lula, Marisa Letícia, seu filho mais velho, Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha), o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e ex-dirigentes da Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários), antiga proprietária do condomínio, entre eles, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto.

A Promotoria sustenta que Lula cometeu os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica ao supostamente ocultar a propriedade do tríplex, oficialmente registrado em nome da OAS.
 
A reforma do tríplex foi contratada pela empreiteira OAS e custou R$ 777 mil, segundo o engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.
 
Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop, que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS.
 
Lula apresentou sua defesa por escrito no inquérito da Promotoria. O petista se recusou a comparecer pessoalmente ao Ministério Público de São Paulo, na quinta-feira (3). A audiência havia sido remarcada.
 
Na apuração, os promotores colheram depoimentos de engenheiros e funcionários do condomínio que apontam que apenas familiares de Lula estiveram no tríplex durante as fases de construção e reforma do imóvel, e que as visitas envolveram medidas para esconder a presença de Lula e parentes no condomínio.
Outro novo indício, apontado pela investigação do MP-SP, foi obtenção de comprovante de que a OAS pagou pelo mobiliário da cozinha do tríplex, segundo o promotor. Formalmente, o tríplex não chegou a ser transferido para o ex-presidente. A mulher de Lula tinha a opção de compra do apartamento, mas em novembro a família anunciou que havia desistido de ficar com a unidade construída e reformada pela OAS.
Na última sexta-feira (4), após ser obrigado a depor na Polícia Federal, o ex-presidente Lula discursou na sede do Diretório do PT em São Paulo. Ele chegou a citar o caso do tríplex de Guarujá: "Um apartamento que não é meu e eles dizem que é meu. Eu quero saber quem vai me dar um apartamento quando esse processo terminar". 

Outro lado

O advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, afirmou em nota que a apuração do Ministério Público de São Paulo no caso do tríplex em Guarujá "não foi "isenta. "A denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi antecipada no dia 22 de janeiro à revista 'Veja' pelo promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino, antes, portanto, da conclusão do procedimento investigatório." 
 
O advogado fala em "intenção deliberada de macular a imagem de Lula, imputando crime a pessoa que o promotor sabe ser inocente". "Conserino transformou duas visitas a um apartamento no Guarujá em ocultação de patrimônio", disse ainda o advogado.
 
Em nota, com o título "Promotor cumpre promessa à "Veja", o Instituto Lula seguiu a mesma linha de defesa do advogado. "Cássio Conserino não é o promotor natural do caso e pré-julgou antes de ouvir o ex-presidente, mostrando que é parcial", segundo a nota, que acrescenta que "o ex-presidente Lula não é proprietário nem de tríplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e não cometeu nenhuma ilegalidade."  Com informações do Estadão Conteúdo e UOL Notícias. 

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