sábado, 13 de setembro de 2014

Quem trai mais: o homem ou a mulher?

Por Portal do Juruá
Pelo menos entre os brasileiros, os reis da traição são os homens. Aliás, se pular cerca fosse esporte, certamente estaria entre os mais praticados do país. Isso é o que indica uma pesquisa feita em 2003 pela Universidade de São Paulo (USP), que ouviu as confissões sobre infidelidade de quase 4 mil pessoas casadas em 17 cidades. De acordo com o estudo, metade dos homens já deu suas escapadinhas pelo menos uma vez durante o matrimônio. Entre as mulheres, o índice médio de infidelidade é bem menor, em torno de 22%. Para entender tamanha diferença, é preciso
considerar fatores biológicos e tradições típicas do nosso país. "Primeiro, devemos ter em mente que o homem tem um hormônio sexual muito potente, o andrógeno. Isso pode gerar maior agressividade sexual em relação à mulher, influenciada por um hormônio mais suave, o estrógeno. Em segundo lugar, a cultura brasileira dá ao homem liberdade para fazer sexo e diversificar suas conquistas", afirma a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa da USP.
Um aspecto importante é que os dois sexos traem por razões bem diferentes. Enquanto a rapaziada geralmente só quer descarregar o tesão e obter satisfação física, as mulheres costumam entrar de cabeça na relação, se envolvendo muito mais. "Quase sempre, elas querem romper um dos relacionamentos e se dedicar àquele que mais satisfaz a sua necessidade afetiva", diz Carmita. A pesquisa mostrou também a idade mais comum para os casos extraconjugais. Entre as mulheres, as meninas jovens são as mais saidinhas. No caso dos homens, o título da traição vai para o chamado "gatão de meia-idade" (ou "tiozinho da Sukita", dependendo da situação): o homem entre 40 e 50 anos. Outro aspecto curioso é que a infidelidade varia de acordo com a região do país. Do lado das mulheres, as cariocas são as mais infiéis. No ranking dos homens, os líderes são os baianos (confira a lista completa na tabela abaixo). De novo, a tradição cultural ajuda a explicar os resultados.
"No Brasil, a mulher carioca é vista como um símbolo de sexualidade e liberdade. Já o homem baiano é o herdeiro de uma tradição machista que dá ao sexo masculino o ‘direito’ de ter várias parceiras", diz Carmita.
Campeões do chifreBaianos e cariocas lideram o ranking
Estado - BA
Índice de infidelidade/Homens - 64%
Índice de infidelidade/Mulheres - 25,2%
Estado - PA
Índice de infidelidade/Homens - 62,1%
Índice de infidelidade/Mulheres - 20,3%
Estado - CE
Índice de infidelidade/Homens - 61,1%
Índice de infidelidade/Mulheres - 26,7%
Estado - RS
Índice de infidelidade/Homens - 59,9%
Índice de infidelidade/Mulheres - 31,7%
Estado - DF
Índice de infidelidade/Homens - 59,8%
Índice de infidelidade/Mulheres - 27,7%
Estado - RJ
Índice de infidelidade/Homens - 56,7%
Índice de infidelidade/Mulheres - 34,8%
Estado - SC
Índice de infidelidade/Homens - 56,3%
Índice de infidelidade/Mulheres - 20,9%
Estado - MG
Índice de infidelidade/Homens - 52,2%
Índice de infidelidade/Mulheres - 28,8%
Estado - RN
Índice de infidelidade/Homens - 51,8%
Índice de infidelidade/Mulheres - 30,2%
Estado - PE
Índice de infidelidade/Homens - 49,2%
Índice de infidelidade/Mulheres - 26,5%
Estado - SP
Índice de infidelidade/Homens - 44,2%
Índice de infidelidade/Mulheres - 24,1%
Estado - PR
Índice de infidelidade/Homens - 42,8%
Índice de infidelidade/Mulheres - 19,3%
Fonte: Pesquisa do Projeto Sexualidade, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP)

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